Archive for the 'Geral' Category

Out 10 2008

O problema dos créditos na produção de jogos - Revisited

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Já aqui tinha falado deste problema que reapareceu com o lançamento de Warhammer Online.

Parece que a pressão feita pela IGDA (International Game Developers Association) teve bons resultados. De acordo com o Videogaming 24/7 a equipa da Mythic vai tomar algumas medidas para tentar resolver o problema.

Recordo que o questão estava na grande quantidade de pessoas que tinha trabalhado no jogo Warhammer Online. A Mythic propunha apenas dar crédito pelo desenvolvimento a quem ainda estava a trabalhar na empresa na altura do lançamento. A IGDA por outro lado propõe, e não só para este jogo, que todos os membros tenham direito a crédito desde que satisfaçam algumas condições mínimas (principalmente relacionadas com tempo de serviço).

Numa solução que me parece de compromisso a Mythic afirma ir criar uma base de dados online onde vão constar todos os membros que participaram no decurso do longo desenvolvimento do jogo. No entanto no jogo propriamente dito e no manual apenas vão aparecer os membros que ainda estão ao serviço da empresa.

Adicionalmente a Mythic vai também tentar estender esta medida a outros jogos já lançados no passado.

Parece que as coisas estão no bom caminho.

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Out 02 2008

Warhammer: Gold Farming? Não obrigado!

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Apesar de apenas ter sido lançado recentemente já foram expulsos cerca de 400 gold farmers no jogo Warhammer. E isto apenas na 1ª semana.

Este é claramente um forte sinal da política da Mythic Entertainment, que claramente não vai tolerar o Gold Farming. Querem servir bem o cliente que paga e já com cerca de 500.000 jogadores inscritos (o que faz de Warhammer um dos jogos com maior desenvolvimento de sempre) este é claramente um sinal positivo do empenho.

Pessoalmente estou de acordo. Também não gosto nada de ser constantemente confrontado com o Gold Farming. E se vou pagar por um jogo quero poder desfrutar sem interferências ou batotices. O Gold Farming é ainda uma actividade em crescimento mas desequilibra o jogo e altera a evolução dos jogadores. Em parte isto acontece devido à exigência de alguns jogos, mas também sobretudo devido à falta de tempo por parte de alguns jogadores para se dedicarem da forma que os jogos exigem.

No Dofus (que costumo jogar) somos constantemente confrontados com as mensagens repetitivas de venda de Kamas (dinheiro do jogo) e de equipamentos. Felizmente relativamente à recolha de matérias-primas já se tomaram medidas anti-bot. Mas ainda fazem falta algumas medidas relativas a este Spam constante que por vezes ocupa o ecrã de jogo todo, principalmente se houver mais do que um spammer nessa coordenada.

Eu continuo a preferir desenvolver-me devagar e conhecer bem os jogos. Claro que acabo por ser ultrapassado por outros jogadores que estão no jogos há menos tempo mas pelo menos sinto-me bem comigo mesmo. E divirto-me na mesma.

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Set 20 2008

I’m (also) a PC…

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Também eu sou um PC. Mesmo sem mudar de sistema. Não sou nem melhor nem pior que os outros. Nem diferente.

Comigo funciona e chega-me.

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Set 16 2008

400.000 a trabalhar no Gold Farming

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É o que afirma um estudo feito pela Universidade de Manchester, de acordo com uma notícia da BBC.

A maioria são chineses e ganham vencimentos abaixo dos 250 dólares mensais.

O número exacto de pessoas envolvidas no Gold farming, um autentico negócio que se estima envolver cerca de meio milhão de dólares anuais, é difícil de calcular pois ainda tem alguns contornos menos claros e por vezes até ilegais. Especula-se que em alguns países há até máfias envolvidas. Isto faz com que recorrer a estes serviços seja um risco. Há casos de contas roubadas e frequentemente não é prestado nenhum serviço em troca do pagamento resultando numa fraude com a perda do dinheiro por parte do cliente.

O mesmo estudo mostra que é sobretudo nos países em vias de desenvolvimento que se encontra esta mão de obra. Isto acontece principalmente pois nestes países encontram-se pessoas  dispostas a trabalhar muitas horas e por pouco dinheiro. No outro lado temos os clientes, que se localizam principalmente em países desenvolvidos. Aqui encontramos pessoas com pouco tempo disponível para ocupar nos jogos mas com bastantes recursos financeiros disponíveis. Acaba por ser o mercado a funcionar que faz com que estes dois grupos façam negócio.

Um dos principais jogos afectados por este negócio é o World of Warcraft, se bem que na quase a maioria dos principais MMO já é possível recorrer a estes serviços. Por exemplo no Dofus, que costumo jogar, é frequente os anúncios à compra de Kamas (a moeda do jogo), chegando a haver concorrência entre empresas fornecedoras.

Na minha opinião recorrer ao Gold Farming e ao Power Leveling tira um bocado da piada aos jogos, assim como recorrer a cheats e a códigos como já disse anteriormente. Além disso na maioria dos jogos (se não mesmo todos) é contra as regras e pode levar à expulsão.

No entanto isto acontece frequentemente e pode estar também relacionado com a dificuldade de alguns jogos. De forma a manter o interesse dos jogadores mais experientes e mais habilidosos é frequente alguns jogos terem Curvas de Dificuldade muito acentuadas. Isto leva a que os jogadores menos experientes se veja forçado a contornar um pouco as regras. Além disso o tempo necessário para desenvolver os nossos personagens em alguns dos jogos é um pouco excessivo. E como nem toda a gente tem disponibilidade acaba por recorrer ao Power Leveling para conseguir ter personagens de níveis superiores e assim experimentar o jogo a outro nível.

Há também quem recorra a estes serviços para depois poder disfrutar do jogo nas suas capacidades totais (pois tem um personagem mais desenvolvido). O que escapa a estas pessoas é que parte da piada do jogo é o desenvolver a nossa personagem. Dessa forma aprende-se bastante sobre o jogo e ganha-se uma experiência fundamental para utilizar personagens de nível elevado.

Pessoalmente não aprovo muito este tipo de comportamento, pois desvirtua o divertimento saudável que se pretende. Mas nem todos partilham dessa opinião.

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Set 15 2008

A bronca do SiteMeter

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Sou viciado em estatísticas!

Adoro números e consulto frequentemente os dados das visitas aos meus blogs. É verdade e admito-o.

E por isso tenho desde há bastante tempo nos meus blogs o SiteMeter instalado juntamente com o Google Analytics. Apesar de ser um pouco redundante ter as duas ferramentas instaladas uso-as de maneira diferente.

Enquanto para mim o Google Analytics serve mais para fazer análises ao longo do tempo das visitas e seus padrões o SiteMeter é mais como um contador (apesar de não ser visí­vel o número de visitas no blog). Não tem o mesmo poder que o Analytics mas dá-me a informação que quero de forma rápida e fácil. As análises complicadas faço-as com os dados do Analytics.

Quando em Fevereiro de 2008 o SiteMeter começou a falar da nova versão fiquei curioso. Sendo uma ferramenta que uso regularmente (por vezes até demasiadas vezes ao dia) qualquer alteração seria importante. Desde que fosse para melhor.

Finalmente foi anunciado que a migração para os novos servidores ocorreria durante este fim de semana o que me levou a pensar que tinha sido um processo bem planeado e preparado.

Pois…

O que acabou por se ver foi completamente diferente. O novo site foi bastante mal recebido. Na minha opinião era demasiado complicado e o SiteMeter estava desvirtuado. Tinha perdido a simplicidade que atraía a maioria dos seus utilizadores. Além disso por alguma razão não funcionava bem.

Entre o processo de registo e migração de contas e perceber o funcionamento perdi quase 2 horas para no final não saber quantas visitas já tinha tido naquele dia. Algo que com o site antigo não demora mais de 30 segundos.

Afinal a tão bem planeada mudança não passou de conversa. De uma manobra de relações publicas. Além disso estranhei também o facto de ter sido tão mal recebido. Não testaram o novo visual e as funcionalidades? Ou apenas decidiram que era aquilo que as pessoas queriam sem perguntar nada a ninguém?

Eu sei que uso o SiteMeter de forma gratuita e por isso se calhar não me devia estar a queixar. Mas se o objectivo de fornecer uma ferramenta de forma gratuita com funcionalidades reduzidas é atrair clientes para a versão paga então não será boa ideia que aquilo funcione bem? Eu pelo menos não vou pagar por uma coisa que não me pareça funcionar bem.

No final do dia lá o SiteMeter voltou atrás e recuperou o site antigo. Reconheceu o erro e teve o bom senso de regressa à plataforma antiga e pedir desculpas.

Mas que deixou má impressão deixou…

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Ago 26 2008

O problema dos créditos na produção de jogos

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Não é um problema novo, mas com o lançamento de Warhammer Online (o site oficial confirma para 18 de Setembro) a questão voltou à ordem do dia.

Os jogos estão claramente a aumentar de complexidade o que implica um aumento do número de elementos das equipas de produção. Com esse aumento começa a aparecer o problema dos créditos pelo trabalho realizado.

Muitos dos estúdios e produtores começam a incluir apenas nos créditos alguns dos elementos que fizeram parte das longas equipas de produção devido ao seu elevado número.

No caso do Warhammer Online, que demorou cerca de 3 anos a desenvolver, muitos dos elementos vão ficar de fora. A produtora afirma que apenas vai creditar os membros da equipa que ainda se encontram ao serviço da mesma na data de lançamento.

Isto levanta um problema grave. Visto que o meio da produção de jogos é altamente competitivo em termos de mercado de trabalho os créditos são de importância vital para os elementos das equipas pois é uma forma de suportar o seu próprio currículo. Assim uma vasta maioria dos elementos não consegue ver o seu trabalho reconhecido e dessa forma vê-se com mais dificuldade de conseguir futuros trabalhos.

Será essa pratica correcta? Na minha opinião não.

Compreendo que é um problema para uma produtora (ou estúdio) listar nos créditos de um jogo toda a equipa. E nos casos (como o Warhammer Online) de produções gigantescas e que se alongam muito no tempo esse problema é ainda maior. Mas essa questão não deve ser desculpa. Todos os créditos devem ser reconhecidos.

Para tentar resolver esse problema a IGDA (International Game Developers Association) começou uma luta pelo direito a ser creditado. Assim sugere um conjunto de linhas orientadoras e regras que deveriam ser seguidas por todos as produtoras de forma a assegurar um correcto e justo reconhecimento dos créditos dos elementos envolvidos.

É ainda um rascunho de um trabalho que está a ser desenvolvido mas parece-me que vai bastante avançado e de uma forma bastante justa cria uma série de regras importantes.

Seria importante haver um padrão na industria relativamente a este assunto pois a máxima “you’re only as good as your last game” (és tão bom como o teu último jogo, numa tradução livre) é cada vez mais verdade. O trabalho de qualidade destaca-se e certamente que os bons profissionais merecem reconhecimento, mesmo que sendo apenas uma pequena parte da equipa. O contributo de todos é o que faz o resultado final ser o que é, e não é o ter saído de uma empresa antes do lançamento de um jogo que faz com que o trabalho desenvolvido não seja merecedor ou importante.

Reconheço que como jogador não costumo dar grande importância aos créditos de um jogo. Se gostar mesmo muito do jogo vou por vezes ver a equipa. Conheço alguns nomes e sei a sua qualidade. Mas quando falamos de membros da mesma industria, ou de procura de talentos por outros estúdios, a importância é muito maior.

Por isso quando estiverem a jogar Warhammer Online, ou outro grande jogo, lembrem-se que houve uma grande equipa envolvida na produção dos mesmo. E mesmo ao ler os créditos lembrem-se que talvez falte lá alguém.

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Ago 19 2008

MyGames On no Estoril já em Setembro

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Realiza-se já nos próximos dias 5 a 7 de Setembro, no Centro de Congressos do Estoril, a MyGames On.

Vai contar com uma exposição de jogos e consolas, onde se esperam algumas novidades mundiais. São 3 dias de campeonatos, concursos e workshops para todos os interessados. Com ligações à internet de 1GB e com cerca de 20 mil visitantes previstos certamente não será difícil encontrar adversários.

O MyGames On assume-se como um festival de Cyber-cultura e a música vai também marcar a presença com várias bandas e DJ’s.

O ponto alto, na minha opinião, será mesmo a final portuguesa da World Cyber Games 2008, de que já aqui falei, e que se vai realizar durante este evento.

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Ago 14 2008

Mais de 18 horas a jogar

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É uma daquelas histórias de que se houve falar de tempos a tempos e de momento é uma das mais faladas na internet. De acordo com o site Kotaku uma das criaturas chefe (boss) em Final Fantasy XI demora mais de 18 horas a matar.

Foi o que aconteceu a um das equipas (guilds) deste jogo, BeyondTheLimitation, que esteve durante 18 horas a combater uma criatura de nome Pandemonium Warden. Aparentemente a criatura mudou 20 vezes de forma. Ao fim das 18 horas sem sucesso os membros da guild decidiram parar pois já se sentiam efeitos a nível físico.

Mas não é suposto um jogo ser para divertimento? Estar 18 horas a jogar já é complicado e perigoso para a saúde. 18 horas num combate ainda mais perigoso é, pois os níveis de concentração necessários são muito maiores o que acaba por ter consequências a nível físico e mental.

Claro que um jogo tem de ser difícil. E é exactamente isso que os criadores de Final Fantasy XI (e na generalidade de todos os MMO) procuraram fazer. No jogo já existem diferentes criaturas chefe que exigem mais tempo e concentração para matar e que são mais complicadas que as criaturas normais. É esse mesmo o objectivo, de modo a manter o interesse por parte dos jogadores, apresentando desafios de diferente níveis.

No entanto é necessário haver algum equilíbrio. Não me parece que seja boa ideia haver criaturas demasiado difíceis. Não me refiro a ser difícil para um ou dois jogadores. Mas quando uma das guilds mais experientes e antigas de um jogo passa 18 horas em combate para depois se ver forçada a desistir por razões de saúde parece-me que se ultrapassou o limite de razoabilidade.

Acaba tudo por ser uma questão de equilíbrio. Por um lado manter o jogo fácil para quem está a começar não perder o interesse e conseguir aprender o funcionamento do mesmo. Depois é necessário aumentar a dificuldade e a exigência em relação às capacidades do jogador (e do seu personagem). A existência de algumas criaturas mais difíceis (normalmente designadas por boss) é uma maneira interessante (e fácil por parte dos criadores dos jogos) de manter o interesse dos jogadores mais avançados. Normalmente este tipo de criaturas já necessita de ser enfrentado em grupo, o que puxa bastante pela vertente social que existe nos jogos MMORPG.

Em relação a este caso concreto parece-me que houve aqui qualquer coisa que falhou. A primeira hipótese é a guild ter cometido algum erro táctico e por isso não conseguiu ter sucesso frente à criatura. Parece-me pouco provável pois é umas das guilds mais experientes do jogo.

Na segunda hipótese (e a mais provável na minha opinião) houve um erro por parte da equipa de produção do jogo. Não houve o necessário cuidado na criação do referido boss e resultou uma criatura com características demasiado fortes e que desequilibra o jogo e a própria jogabilidade.

Por último isto pode ser apenas uma manobra publicitária promovida pelos criadores do jogo. Ao fazer uma criatura “impossível” vai necessariamente criar um pequeno hype à volta da questão. Ter tido a sorte de haver um grupo de malucos com 18 horas disponíveis para testar o boss foi um bonús. É uma questão que chama a atenção para o jogo e pode trazer novos jogadores pois este é um desafio capaz de atrair bastantes pessoas. O primeiro (ou os primeiros) que consigam destruir este boss vão receber algumas atenções e vai ficar ligados à história do jogo.

Será que é possível fazê-lo?

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Jul 28 2008

Wikipedia ou Google Knol?

Published by AirDiogo under Geral, Internet

Na semana em que o Google lançou finalmente o Google Knol uma das questões que eu coloco é se este novo serviço vai (ou pretende) substituir a Wikipedia? Devo desde já avisar que provavelmente a minha opinião é muito parcial.

Sou um fã do Google. Não só como motor de busca (uso e abuso do meu iGoogle), como leitor de blogs (com o Google Reader) mas também como ferramenta para blogger (e webmasters) com o Google Analytics e as Webmaster Tools . Estas são ambas ferramentas muito poderosas e que são oferecidas de forma gratuita. E quanto ao Gmail nem vou dizer nada tal é o meu vicio. Na realidade são tantos os serviços que uso que estar a enumerá-los seria perder tempo (no “My Account” aparecem 12 mas devem ainda ser mais).

Dito isto devo também admitir que sou fã da Wikipedia. Acho que é uma fonte de informação muito útil e como blogger também a uso muito para ajudar a definir conceitos sem ter que perder tempo a explicá-los. Deixo o link e quem precisar de mais informação pode consultar. Uso em Português ou em Inglês conforme me apetece.

Então a questão coloca-se mais de qual eu sou maior fã?  Uma das coisas que mais gosto e admiro na Wikipedia é que é feita pelas pessoas de forma colaborativa. Mas também o Google Knol o é. Por isso acho que neste temos um empate.

Ainda não explorei bem o Google Knol para poder falar da qualidade dos artigos, mas tendo em conta o que disse acima devo partir do princípio que com o tempo a qualidade será (se não é já) igual à da Wikipedia (para o melhor e para o pior).

Acho que então a questão deixa tanto de ser uma escolha baseada em critérios técnicos e passa mais a ser pessoal. Por princípio tendo sempre a preferir o David ao Golias. Mas quem é quem nesta história?

A Wikipedia já cá anda há muito tempo o que lhe permitiu criar uma marca e obter reconhecimento como fonte de informação. Muitos (tal como eu) entram lá directamente para fazer as buscas. Muito raramente faço esse tipo de buscas através de um motor de busca. O Google Knol pelas informações que tenho lido nos últimos dias está a ser muito favorecido nas pesquisas. Até é natural pois é claro que o Google prefere os próprios sites ao resto da internet.

Mas neste último ponto é que a porca torce o rabo (ou eu torço o nariz). Só por o site “ser da casa” não é garantia de ser melhor que o resto da internet. O Google está a usar o seu poder para promover e difundir um dos seus serviços. Ainda por cima parece que, e de acordo com os relatos que andam na internet, algumas páginas vão ter publicidade (apesar de não ter conseguido encontrar nenhuma). Logo é apenas mais uma estratégia comercial e que, na minha opinião, talvez abuse de uma posição concorrencial mais forte.

Não estará o Google a tornar-se na Microsoft dos motores de pesquisa? Ou somos nós que estamos a fazer do Google ser a potência que é? A verdade é que a internet sem o Google e as suas ferramentas e produtos muito dificilmente seria a mesma coisa.

Eu pessoalmente vou continuar a usar o Google. Não pretendo de forma alguma com este texto criar um movimento anti-Google. Como já disse no início algumas coisas do Google até dão jeito e são fundamentais para mim.

Mas da mesma forma não vou abandonar a Wikipedia. Com o tempo talvez comece também a usar o Google Knol. Quem sabe? Mas aqui fica registada a minha preocupação, ou se preferirem, a minha reflexão.

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Jul 23 2008

As coisas que os Lego® fazem!

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Sou um grande fã de Lego® desde que me lembro.

Recentemente recomecei a entrar neste mundo e através do fantástico The Brothers Brick descobri que apesar de nos últimos 50 anos algumas coisas não terem mudado muito outras avançaram de forma fantástica.

Quase todos conhecem o famoso cubo de Rubik (ou cubo mágico como também é conhecido) e sabem a dificuldade que é resolvê-lo.

Hans Andersson inventou um robot de Lego® que consegue resolver este problema. E o mais fantástico ainda é que decidiu partilhar de forma gratuita toda a informação incluindo as instruções de construção, os ficheiros executáveis e o código fonte.

Outro exemplo semelhante foi construído por Daniele Benedettelli há bastante mais tempo utilizando os mesmos princípios.

Apesar de nenhum dos exemplos ir bater um record de velocidade acho fantástico o que os Lego® evoluíram com o tempo. Quem sabe o que o futuro nos reservará.

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