Set 20 2008

I’m (also) a PC…

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Também eu sou um PC. Mesmo sem mudar de sistema. Não sou nem melhor nem pior que os outros. Nem diferente.

Comigo funciona e chega-me.

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Set 16 2008

400.000 a trabalhar no Gold Farming

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É o que afirma um estudo feito pela Universidade de Manchester, de acordo com uma notícia da BBC.

A maioria são chineses e ganham vencimentos abaixo dos 250 dólares mensais.

O número exacto de pessoas envolvidas no Gold farming, um autentico negócio que se estima envolver cerca de meio milhão de dólares anuais, é difícil de calcular pois ainda tem alguns contornos menos claros e por vezes até ilegais. Especula-se que em alguns países há até máfias envolvidas. Isto faz com que recorrer a estes serviços seja um risco. Há casos de contas roubadas e frequentemente não é prestado nenhum serviço em troca do pagamento resultando numa fraude com a perda do dinheiro por parte do cliente.

O mesmo estudo mostra que é sobretudo nos países em vias de desenvolvimento que se encontra esta mão de obra. Isto acontece principalmente pois nestes países encontram-se pessoas  dispostas a trabalhar muitas horas e por pouco dinheiro. No outro lado temos os clientes, que se localizam principalmente em países desenvolvidos. Aqui encontramos pessoas com pouco tempo disponível para ocupar nos jogos mas com bastantes recursos financeiros disponíveis. Acaba por ser o mercado a funcionar que faz com que estes dois grupos façam negócio.

Um dos principais jogos afectados por este negócio é o World of Warcraft, se bem que na quase a maioria dos principais MMO já é possível recorrer a estes serviços. Por exemplo no Dofus, que costumo jogar, é frequente os anúncios à compra de Kamas (a moeda do jogo), chegando a haver concorrência entre empresas fornecedoras.

Na minha opinião recorrer ao Gold Farming e ao Power Leveling tira um bocado da piada aos jogos, assim como recorrer a cheats e a códigos como já disse anteriormente. Além disso na maioria dos jogos (se não mesmo todos) é contra as regras e pode levar à expulsão.

No entanto isto acontece frequentemente e pode estar também relacionado com a dificuldade de alguns jogos. De forma a manter o interesse dos jogadores mais experientes e mais habilidosos é frequente alguns jogos terem Curvas de Dificuldade muito acentuadas. Isto leva a que os jogadores menos experientes se veja forçado a contornar um pouco as regras. Além disso o tempo necessário para desenvolver os nossos personagens em alguns dos jogos é um pouco excessivo. E como nem toda a gente tem disponibilidade acaba por recorrer ao Power Leveling para conseguir ter personagens de níveis superiores e assim experimentar o jogo a outro nível.

Há também quem recorra a estes serviços para depois poder disfrutar do jogo nas suas capacidades totais (pois tem um personagem mais desenvolvido). O que escapa a estas pessoas é que parte da piada do jogo é o desenvolver a nossa personagem. Dessa forma aprende-se bastante sobre o jogo e ganha-se uma experiência fundamental para utilizar personagens de nível elevado.

Pessoalmente não aprovo muito este tipo de comportamento, pois desvirtua o divertimento saudável que se pretende. Mas nem todos partilham dessa opinião.

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Set 15 2008

A bronca do SiteMeter

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Sou viciado em estatísticas!

Adoro números e consulto frequentemente os dados das visitas aos meus blogs. É verdade e admito-o.

E por isso tenho desde há bastante tempo nos meus blogs o SiteMeter instalado juntamente com o Google Analytics. Apesar de ser um pouco redundante ter as duas ferramentas instaladas uso-as de maneira diferente.

Enquanto para mim o Google Analytics serve mais para fazer análises ao longo do tempo das visitas e seus padrões o SiteMeter é mais como um contador (apesar de não ser visí­vel o número de visitas no blog). Não tem o mesmo poder que o Analytics mas dá-me a informação que quero de forma rápida e fácil. As análises complicadas faço-as com os dados do Analytics.

Quando em Fevereiro de 2008 o SiteMeter começou a falar da nova versão fiquei curioso. Sendo uma ferramenta que uso regularmente (por vezes até demasiadas vezes ao dia) qualquer alteração seria importante. Desde que fosse para melhor.

Finalmente foi anunciado que a migração para os novos servidores ocorreria durante este fim de semana o que me levou a pensar que tinha sido um processo bem planeado e preparado.

Pois…

O que acabou por se ver foi completamente diferente. O novo site foi bastante mal recebido. Na minha opinião era demasiado complicado e o SiteMeter estava desvirtuado. Tinha perdido a simplicidade que atraía a maioria dos seus utilizadores. Além disso por alguma razão não funcionava bem.

Entre o processo de registo e migração de contas e perceber o funcionamento perdi quase 2 horas para no final não saber quantas visitas já tinha tido naquele dia. Algo que com o site antigo não demora mais de 30 segundos.

Afinal a tão bem planeada mudança não passou de conversa. De uma manobra de relações publicas. Além disso estranhei também o facto de ter sido tão mal recebido. Não testaram o novo visual e as funcionalidades? Ou apenas decidiram que era aquilo que as pessoas queriam sem perguntar nada a ninguém?

Eu sei que uso o SiteMeter de forma gratuita e por isso se calhar não me devia estar a queixar. Mas se o objectivo de fornecer uma ferramenta de forma gratuita com funcionalidades reduzidas é atrair clientes para a versão paga então não será boa ideia que aquilo funcione bem? Eu pelo menos não vou pagar por uma coisa que não me pareça funcionar bem.

No final do dia lá o SiteMeter voltou atrás e recuperou o site antigo. Reconheceu o erro e teve o bom senso de regressa à plataforma antiga e pedir desculpas.

Mas que deixou má impressão deixou…

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Set 11 2008

Fazer filtros para os Feeds usando o Yahoo Pipes

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Recentemente entre os membros do agregador Prt.Sc surgiu uma discussão sobre a filtragem dos conteúdos dos feeds. A certa altura o Alcides Fonseca sugeriu que essa filtragem poderia ser feita por cada um usando ferramentas como por exemplo o Yahoo Pipes. Foi dado como exemplo a página do Rui Carmo que apresentava uma esquemática do funcionamento. Alguém conseguiu perceber alguma coisa dos esquemas?

Provavelmente também não. Devo admitir que fiquei um pouco intimidado com a complexidade da ideia apresentada pelo Rui Carmo. Mas mesmo assim decidi rumar ao Yahoo Pipes e encontrei logo na primeira página este vídeo que explica muito bem o funcionamento do Yahoo Pipes.

Descobri que construir um filtro para excluir alguns posts dos feeds dos agregadores é bastante fácil. Aqui fica um exemplo fácil de como o fazer:

1. Depois de nos registármos no site fazemos “Create a Pipe”

Create a Pipe

2. Escolhemos a opção “Fetch Feed” e arrastamos para dentro da zona de trabalho (a vermelho na imagem). Automaticamente aparece o Pipe Output (a azul na imagem). Este último vai ser onde vai sair o conteúdo final.

Fetch Feed

3.1. Escolhemos o Feed de origem que pretendemos filtrar (a vermelho na imagem). Neste exemplo vou usar o feed do agregador Prt.Sc.

3.2. Com um procedimento igual ao anterior criamos um filtro arrastando do menú na esquerda (a azul na imagem). Configuramos esse mesmo filtro escolhendo a opção “item.autor” (para filtrar através do autor do filtro) com a opção “any” (a verde na imagem). Neste exemplo a “vitima” foi o Pedro Aniceto pois já acompanho o feed individual dele e assim escuso de receber as mensagens em duplicado.

Filter

Caso se tenha dúvidas de quais os parâmentros a utilizar na construção do filtro podemos sempre consultar os detalhes de cada entrada apresentada clicando nela (a verde na imagem). Como tinha dito escolhi pelo autor (a vermelho na imagem).

Detalhes

4. Para terminar basta fazer as ligações. Para isso arrasta-se os pequenos circulos que estão na parte inferior (ou superior) de cada caixa (do vermelho ao azul na imagem). As ligações ficam feitas automaticamente.

Ligações

Como resultado final os posts do autor escolhido deixam de aparecer como se pode verificar na imagem abaixo.

Resumo após aplicação do filtro

É um procedimento bastante simples. Podem-se acrescentar mais regras a cada filtro bastando para isso fazer “+ Rules” (a vermelho na imagem).

+ Rules

Convém lembrar em manter o filtro em “any” pois se se escolher “all” o filtro tem de obedecer a todas as regras escolhidas, o que no exemplo dado não acontece pois cada post só tem um autor.

O Yahoo Pipes pode também ser utilizado para filtrar posts de outras formas, como por exemplo, através de assuntos, palaras chave ou até por autores de um blog com múltiplos autores.

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Set 10 2008

O LHC e o fim do mundo (em directo)

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Vai hoje entrar em funcionamento o Large Hadron Collider (LHC)  no CERN.

Existem algumas preocupações se as experiências levadas a cabo neste acelerador de partículas podem criar um buraco negro, mas graças à internet podem verificar se o LHC já acabou com o mundo.

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Set 09 2008

A minha opinião do Google Chrome

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O Google Chrome foi lançado no passado dia 2 de Setembro e muito rapidamente alcançou uma quota de mercado significativa (cerca de 3% em 1 dia) principalmente devido ao enorme hype que se gerou à volta dele devido à divulgação antecipada das funcionalidades.

Fiquei com muita curiosidade em experimentar este novo browser e decidi instalá-lo logo que possível e por isso já o estou a usar há cerca de 1 semana.

A instalação é muito fácil e vê-se logo que por parte do Google houve uma preocupação em o tornar simples para todos os utilizadores.

Quando iniciei o browser vi logo algumas diferenças em relação ao Firefox. No meu caso é muito mais rápido a iniciar o Google Chrome, o que se deve ficar a dever à quantidade de extras que tenho instalados no Firefox pois nos últimos tempos tinha-o personalizado muito para o meu uso e estou algo dependente de alguns dos seus extras (principalmente do Google Reader Notifier e do Gmail Notifier).

Por outro lado esta é uma das falhas do Google Chrome que para power users é demasiado simples. O Firefox permitia uma muito maior personalização e acrescentar uma série de extras conforme as necessidades. Na minha opinião é talvez a maior falha do Google Chrome e que pode afastar alguns utilizadores. Compreendo que o Google queira manter o Chrome simples, mas questiono-me se não seria boa ideia então ter duas versões (uma mais básica e uma “profissional”) de modo a satisfazer todos os tipos de utilização.

Quanto ao modo de funcionamento também o Chrome optou pelas Tabs (ou separadores em Português) que é já uma característica dos principais browsers. Mas aqui o Google introduziu algumas alterações. Os Tabs estão localizados no topo da página, ocupando o espaço da barra do programa que era uma zona sem grande utilização. Isto permite uma janela de navegação muito maior.

Outra novidade é que os Tabs podem ser separados da janela principal criando assim uma nova janela. Também é possível arrastar os Tabs de janela para janela, o que dá muito jeito para os mover. Aliás esta última característica devia ser utilizada por mais programas pois por vezes dou por mim a tentar fazer o mesmo no Excel. Isso só prova que a ideia é boa pois numa semana já me viciei nesta funcionalidade.

Mas as inovações relacionadas com os Tabs não acabam aqui. Neste novo browser cada Tab é um processo diferente (é como se fosse cada um um programa diferente) o que em caso de falha critica não implica perder todos os separadores ou janelas abertas. Para mim já se provou útil.

Para quem gosta de mais privacidade ou usa muito computadores partilhados existe uma opção de navegação incógnito, onde após o encerramento do Tab todos os registos são apagados.

Encontrei também muita utilidade na procura automática na barra do URL. À medida que vamos inserindo uma morada vão-nos sendo dadas algumas sugestões o que é muito útil quando se procura algo sem termos a necessidade de ir a um motor de busca. As sugestões vão aparecendo em baixo de uma forma que não perturba.

Mas nem tudo são rosas. Talvez por ainda ser uma versão Beta encontrei alguns problemas ou falhas além das já descritas.

O corrector ortográfico (que no Firefox funcionava muito bem) é uma desgraça. Não apanha quase nada. A mudança de linguagem requer uma ida ao menú, que comparado com o simples botão do lado direito do Firefox é uma desvantagem principalmente para quem usa ambientes multi-línguas (Português e Inglês no meu caso).

Outra coisa que gosto num browser e que acho que faz falta no Google Chrome é a barra de progresso. A página parece acabar de repente na barra do Windows o que é estranho ao início. Não sabemos se a página carregou toda ou se ainda não. O DONE faz-me falta. Vícios antigos são difíceis de perder mas parece-me que são relevantes. A barra que aparece enquanto carrega uma página ou quando estamos sobre um link (e que nos permite pré-visualizar a morada de destino) é pouco visível.

Além disto também tenho reparado que há um problema qualquer com os feeds. Não funcionam bem e quando carrego num link de feed devolve uma página imensa de código. É algo estranho pois tendo em conta que também fizeram o Google Reader (que uso e abuso) deveriam ter tido mais cuidado. Aqui o Firefox é claramente muito superior ao relacionar-se com os feeds e falta o símbolo de feed na barra de URL - um dos locais favoritos para carregar nos feeds e uma alternativa quando falta link no site. No entanto com os feeds do FeedBurner funcionou bem. Acho que o problema deve estar em não ter um leitor de feeds associados (como se pode definir no Firefox).

Conclusão:

Ainda não escolhi qual vou utilizar e não sei se substitui o Firefox. Pelo menos por agora da maneira como está a funcionar. Talvez volte para o Firefox até o Chrome ter mais algumas funcionalidades que preciso/gosto.

Demorei mais a fazer esta análise para ter calma e não me precipitar. Vi muitas opiniões e não acrescento quase nada de novo.

Por um lado sinto-me com um traidor do Firefox mas por outro tenho uma estranha vontade de continuar a usar este browser. Não sei bem porquê mas sinto.

Dou classificação temporária de 3 estrelas pois é demasiado simples para ter mais, mas note-se que ainda é um Beta que pode ser melhorado no futuro. Por enquanto o seu ponto forte é mesmo a simplicidade.

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Set 02 2008

Gostei do que vi do Google Chrome (até agora)

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O lançamento do novo browser Google Chrome é uma das grandes notícias de hoje e é claro que também eu fiquei curioso.

Para melhor explicar o seu funcionamento e a ideia por detrás do novo conceito que este browser pretende introduzir o Google fez uma banda desenhada que explica tudo de uma forma muito simples e divertida (em inglês).

Depois de ter perdido um tempinho a ler tudo devo admitir que fiquei muito bem impressionado. Para começar está tudo muito bem explicado de forma a quase qualquer um perceber tudo. Depois está feito de uma maneira bastante divertida e muito bem ilustrado.

Mal posso esperar por amanhã fazer o download do Google Chrome e experimentar o seu funcionamento pois pelo que vi parece ser (quase) perfeito, pelo menos para as minhas necessidades.

Fiquei até com a impressão de que este sistema seria melhor que o Firefox (que eu tanto adoro e quase me sinto um traidor a admiti-lo).

O Google soube muito bem deixar-nos com água na boca em relação a este novo browser. Depois de experimentar logo digo mais qualquer coisa.

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Set 01 2008

Análise ao jogo Seafight

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Seafight é, sem dúvida, um jogo MMO. Para o melhor e para o pior.

Seafight

Comecemos pelo melhor. O Seafight apresenta a sua maior vantagem nos seus vários servidores. Apesar de esta característica não ser exclusiva deste jogo o facto é que está disponível em várias línguas (pelo menos as principais línguas europeias). Ao contrário de muitos jogos disponíveis em várias línguas neste caso a tradução para português e a ajuda estão muito bem feitas. Certamente mais um ponto a favor neste jogo produzido pela Bigpoint GmbH.

Junta-se o conseguir correr num browser qualquer sem necessidade de nenhuma instalação especial (eu experimentei no Firefox 3, Internet Explorer 6 e 7) e temos à partida uma fórmula que pode garantir o sucesso (pode ser necessário ter o Shockwave instalado mas como já o tinha de jogos anteriores não me foi pedido nenhuma instalação. Em todo o caso é um extra gratuito e que facilmente se arranja e instala). Não necessita de grandes requisitos se bem que por vezes senti algum lag ligeiro.

Seafight

Em temos de jogo o modelo utilizado é muito semelhante ao já muito conhecido e experimentado (principalmente pela Gameforge - criadora do Ogame e de Dark Pirates, por exemplo) onde a maioria dos equipamentos e navios é gratuita. Para ter os itens realmente bons e que marcam a diferença em combate é necessário despender dinheiro a sério.

Ao início consegue-se facilmente sobreviver sem gastar dinheiro no jogo. Existe uma grande quantidade de monstros para matar e dessa forma ganhar ouro (moeda do jogo que se obtém de forma gratuita) apesar de não haver muita variedade. Aliás esse é mesmo um dos problemas deste jogo: não tem muita variedade. Tendo em conta que não é um jogo muito complicado, mas graficamente muito bem feito e apelativo visualmente, o problema acaba mesmo por ser a falta de variedade. Acaba por tornar o jogo repetitivo levando-o a perder alguma piada.

Mas como nem só de monstros vive um homem (ou um pirata neste caso) o jogo tem também disponível a variedade PvP. Apesar de gostar muito de jogos MMO a vertente PvP nunca foi das minhas favoritas pelo que neste campo a minha opinião pode ser algo parcial. No Seafight o modelo de PvP escolhido não é dos meus favoritos. Para atacar um qualquer jogador basta encontrá-lo no mapa, seleccioná-lo e atacar. Não é preciso desafiar nem é preciso esperar. Para se fugir acontece o mesmo, bastando para ter sucesso ser mais rápido.

É aqui na parte do PvP que acho que está a maior falha do Seafight. Sendo um jogo gratuito onde os melhores equipamentos só estão disponíveis para quem paga pelos extras estão criadas as condições para haver algum desequilíbrio. Se a isto se juntar o facto de não haver nenhuma limitação quando se ataca um outro jogador (seja em termos de potência ou de nível) vemos que os jogadores mais fortes (e mais antigos) de forma continuada atacam os mais fracos. Isto torna muito difícil conseguir progredir e conseguir desenvolver o nosso navio. A única vantagem é que um novo navio do modelo mais básico não exigem nenhum recursos e mantemos a nossa tripulação.

Em termos de preços dos extras pagos parece-me um pouco elevado tendo em conta tudo o que já disse. As pérolas (moeda do jogo obtida com recurso a dinheiro a sério) custam entre 2€ para 5.000 pérolas e 99€ para 330.000 pérolas (um navio custa 69.000 pérolas e um canhão custa 7.500 pérolas por exemplo). Existem ainda outras vantagens de ter uma conta Premium (30€ por 6 meses ou 50€ por 1 anos) mas não me parece que valha a pena. No entanto para quem pretende passar muito tempo neste jogo e fazer “carreira” como pirata é sem dúvida essencial aderir às funcionalidades pagas. Não só reduzem muitos dos tempos das actividades como permitem ter acesso às funcionalidade mais poderosas.

Em resumo: é um jogo bem feito e indicado para quem gosta de PvP, mas que rapidamente se vai tornar aborrecido. É caro e sem grande piada para o preço pedido pelo que na minha opinião não vale a pena pagar. Talvez jogar no modo gratuito enquanto tiver piada. Só se safa porque permite jogar num browser qualquer, graficamente está bem feito e bem traduzido.

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Ago 26 2008

O problema dos créditos na produção de jogos

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Não é um problema novo, mas com o lançamento de Warhammer Online (o site oficial confirma para 18 de Setembro) a questão voltou à ordem do dia.

Os jogos estão claramente a aumentar de complexidade o que implica um aumento do número de elementos das equipas de produção. Com esse aumento começa a aparecer o problema dos créditos pelo trabalho realizado.

Muitos dos estúdios e produtores começam a incluir apenas nos créditos alguns dos elementos que fizeram parte das longas equipas de produção devido ao seu elevado número.

No caso do Warhammer Online, que demorou cerca de 3 anos a desenvolver, muitos dos elementos vão ficar de fora. A produtora afirma que apenas vai creditar os membros da equipa que ainda se encontram ao serviço da mesma na data de lançamento.

Isto levanta um problema grave. Visto que o meio da produção de jogos é altamente competitivo em termos de mercado de trabalho os créditos são de importância vital para os elementos das equipas pois é uma forma de suportar o seu próprio currículo. Assim uma vasta maioria dos elementos não consegue ver o seu trabalho reconhecido e dessa forma vê-se com mais dificuldade de conseguir futuros trabalhos.

Será essa pratica correcta? Na minha opinião não.

Compreendo que é um problema para uma produtora (ou estúdio) listar nos créditos de um jogo toda a equipa. E nos casos (como o Warhammer Online) de produções gigantescas e que se alongam muito no tempo esse problema é ainda maior. Mas essa questão não deve ser desculpa. Todos os créditos devem ser reconhecidos.

Para tentar resolver esse problema a IGDA (International Game Developers Association) começou uma luta pelo direito a ser creditado. Assim sugere um conjunto de linhas orientadoras e regras que deveriam ser seguidas por todos as produtoras de forma a assegurar um correcto e justo reconhecimento dos créditos dos elementos envolvidos.

É ainda um rascunho de um trabalho que está a ser desenvolvido mas parece-me que vai bastante avançado e de uma forma bastante justa cria uma série de regras importantes.

Seria importante haver um padrão na industria relativamente a este assunto pois a máxima “you’re only as good as your last game” (és tão bom como o teu último jogo, numa tradução livre) é cada vez mais verdade. O trabalho de qualidade destaca-se e certamente que os bons profissionais merecem reconhecimento, mesmo que sendo apenas uma pequena parte da equipa. O contributo de todos é o que faz o resultado final ser o que é, e não é o ter saído de uma empresa antes do lançamento de um jogo que faz com que o trabalho desenvolvido não seja merecedor ou importante.

Reconheço que como jogador não costumo dar grande importância aos créditos de um jogo. Se gostar mesmo muito do jogo vou por vezes ver a equipa. Conheço alguns nomes e sei a sua qualidade. Mas quando falamos de membros da mesma industria, ou de procura de talentos por outros estúdios, a importância é muito maior.

Por isso quando estiverem a jogar Warhammer Online, ou outro grande jogo, lembrem-se que houve uma grande equipa envolvida na produção dos mesmo. E mesmo ao ler os créditos lembrem-se que talvez falte lá alguém.

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Ago 22 2008

Tech Wars da Vortix Games Studio

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Depois do lançamento de Balloon Bliss os Vortix Games Studio surgem agora com mais um título: Tech Wars. E devo já dizer que espera algo diferente. E melhor.

Tech Wars é um jogo de tiros. À falta de melhor descrição “é um jogo tresloucado, para gajos de barba rija ou gajas que gostam de jogos de gajos de barba rija” como explica o Vlad no Blodasse.

Graficamente, e apesar de este portal não ter a melhor definição, o jogo está bem feito. Para o tipo de jogo é suficiente pois o que se procura é divertimento e normalmente o utilizador não presta muito atenção aos gráficos. Nem sequer é esse o objectivo ou os resultados podem ser desastrosos pois os perigos espreitam em todo o lado.

Em termos de jogabilidade já não posso dizer que gostei tanto. Os comandos não são muitos. 3 teclas para escolher as armas (ou a roda do rato para fazer o ciclo entre elas), as setas para nos mover-mos e o rato para apontar e disparar.

E o problema está mesmo aqui, na minha opinião. Quando usamos as setas a nave descola-se na direcção da seta. Não há para a frente e para traz e virar. A deslocação é nas quatro direcções o que não é sempre muito intuitivo. Com o tempo talvez nos habituemos, mas dificulta muito ao início.

Talvez por causa disso não tenha jogado muito, mas depois do Balloon Bliss a fasquia estava colocada um pouco mais acima e acho que desta vez faltou um bocadinho para lá chegar.

No entanto não deixa de ser um jogo algo viciante. Por ter ficado com uma primeira má impressão acabei por jogar mais vezes do que seria normal quando não gosto de um jogo. Fi-lo principalmente porque depois do primeiro título da VGS achei que mereciam um pouco mais da minha atenção. E devo dizer que o jogo cria um bichinho dentro de nós que vai crescendo. Mas não consigo deixar de implicar um pouco com as teclas.

Pessoalmente admito que este tipo de jogos não é o meu favorito e isso certamente influência muito a minha opinião.

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